quarta-feira, 28 de novembro de 2007

As transformações da Geografia no Brasil: Pesquisa, Ensino e formação do professor.

O texto mostra as transformações da Geografia no Brasil, e o desenvolvimento na pesquisa, ensino e formação do professor.
A fundação da Faculdade de Filosofia da USP, em 1934 e do Departamento de Geografia, em 1946, teve papel fundamental no desenvolvimento da ciência geográfica do país.
Antes da fundação da USP, não existia no país o bacharel e professor licenciado em Geografia, eram professores de Geografia acadêmicos de Direito, engenheiro,médicos e seminaristas.
A Geografia surgiu como auxiliar da História. Desenvolveu-se com o crescimento da produção científica baseada em trabalhos de campo, realizados junto com os estudantes, acoplados à literatura geográfica de origem francesa ou alemã. Já em 1942 existiam três cátedras no curso: Geografia Humana, Geografia Física e Geografia do Brasil.
Em 1957, o curso de História e Geografia da USP passou a ser subdividido em dois, podendo optar por História ou Geografia.
Para o ensino médio o Boletim Geográfico, com distribuição por todo o território nacional, através das Agências e Delegacias do IBGE, sendo um dos primeiros a se preocupar com Ensino de Geografia.Para compreender o que os professores franceses trouxeram para o Brasil com a Geografia, era necessário entender em termos de estudos geográfico o que acontecia na Europa no século XIX.
Para Friedrich Ratzel, antropólogo alemão, responsável pela propagação das idéias deterministas que consideravam a grande influência do meio natural sobre o homem. Durante o século XIX a discussão da Geografia na Europa, concentrou-se na Alemanha, mas no final deste mesmo século o pensamento geográfico encontrou o seu espaço.
Vidal de La Blache fundou a escola francesa e deslocou o eixo da discussão geográfica da Alemanha para França. Realizando a crítica a Geografia determinista de Ratzel e criou o possibilismo, onde a Geografia deveria estudar a relação homem-natureza na perspectiva da paisagem.
No Brasil na década de 70, tiveram expressão em trabalhos realizados pela Fundação IBGE.
A Geografia teórica-quantitativas, explicava a realidade social, de modelos originários da ciência física e biológica, numa perspectiva funcional.
Esta Geografia teorética não teve repercussão nas escolas de 1º e 2º graus, no entanto, medidas ligadas à política educacional no país, que vivia em regime militar, onde os livros de Geografia eram desviados, empobrecidos em seu conteúdo, desvinculados da realidade então vivida e ainda mais descaracterizada pelas propostas de Estudos Sociais.

Bibliografia
PONTUSCHUKA, N.N. A Formação Pedagógica do Professor de Geografia e as Práticas Inter-disciplinares. São Paulo, 1994. Tese (Doutorado em Educação) – Faculdade de Educação da USP.

Nenhum comentário: